Domingo 13 de Setembro de 2026 Habitação e imobiliário nas Canárias, Madeira, Açores e Cabo Verde

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Ilhas Canárias

Preços da habitação nas Canárias sobem 11% e somam 45 trimestres em alta

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Preços da habitação nas Canárias sobem 11% e somam 45 trimestres em alta
Vista aérea de Santa Cruz de Tenerife, con los barrios residenciales del este de la capital. Foto: Werner Wilmes / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Comprar casa nas Canárias volta a custar mais do que há um ano. Segundo o Índice de Preços da Habitação do INE, o instituto de estatística espanhol, os preços no arquipélago subiram 11% no segundo trimestre de 2026 face ao mesmo período de 2025. São já 45 trimestres seguidos de subidas: a série não desce desde 2015.

O que mede este indicador

O Índice de Preços da Habitação (IPV) é a estatística oficial que acompanha o preço de compra e venda das casas de mercado livre, novas e usadas, a partir das escrituras assinadas no notário. Não é uma estimativa de portais nem de preços anunciados: reflete o que realmente foi pago.

Nas ilhas, a habitação usada puxa pela subida, com um avanço de 12,9%. A construção nova sobe com mais calma, 7,4%. Chegam poucas casas novas ao mercado e a pressão cai sobre o parque existente, aquele que a maioria das famílias compra.

As Canárias face ao resto de Espanha

Mesmo assim, o valor canário fica abaixo da média espanhola, de 12,2%. No mesmo trimestre, as Baleares, o outro arquipélago turístico do país, registaram 13,7%. As subidas mais fortes surgiram em Ceuta e nas Astúrias, perto dos 15%; as mais suaves em Navarra e no País Basco, à volta dos 10%. Todas as regiões subiram: as Canárias fazem parte de uma tendência nacional que acumula mais de doze anos de subidas.

O que significa para quem vive aqui

Para uma família que quer comprar, a casa que tinha em vista custa um pouco mais a cada trimestre e o crédito à habitação cresce com ela; se os rendimentos não acompanham, a entrada afasta-se. Quem já tem casa vê-a valorizar-se, embora só o sinta ao vender. Para quem vive em arrendamento, a compra mais cara costuma acabar por passar para as rendas, porque menos inquilinos dão o salto para a propriedade. As câmaras municipais recebem mais com as transmissões, mas custa-lhes reter jovens e trabalhadores essenciais nas ilhas.

O que esperar

A nível nacional o ritmo abrandou sete décimas face ao trimestre anterior, mas nada aponta para uma descida de preços a curto prazo. Convém vigiar o próximo dado do INE, no final do ano, as taxas de juro do crédito à habitação e quantas casas novas se concluem de facto nas Canárias. Para quem procura casa, o conselho prático é comparar municípios menos procurados, calcular a prestação com folga e não se precipitar por medo de ficar de fora. O mercado sobe há onze anos; não vai mudar numa semana.