O risco vulcânico condiciona já o preço da habitação em São Filipe
Às portas do vulcão Pico do Fogo, a memória da última erupção continua a marcar o valor das casas próximas da caldeira, enquanto o centro urbano de São Filipe …
Sexta-feira 28 de Agosto de 2026 · Macaronesia
Às portas do vulcão Pico do Fogo, a memória da última erupção continua a marcar o valor das casas próximas da caldeira, enquanto o centro urbano de São Filipe …
A falta de solo urbanizável e a subida do preço do metro quadrado empurram os jovens da capital do Fogo para a casa dos pais ou para a emigração.
Uma década depois de o Pico do Fogo ter arrasado a caldeira, dezenas de famílias voltaram a erguer as suas casas sobre o mesmo terreno vulcânico.
A autarquia prepara um programa de lotes para famílias deslocadas pela erupção e para jovens sem acesso à primeira habitação.
Na costa norte, casas de pescadores convivem com um fluxo lento de compradores atraídos pelas arribas e pelo isolamento da vila.
A dependência do transporte marítimo a partir do porto de Vale de Cavaleiros e de um pequeno aeroporto encarece e atrasa as obras.
Décadas de saída para os Estados Unidos e para a Europa deixaram um parque de casas vazias, muitas construídas por emigrantes que nunca chegaram a instalar-se.
As parcelas plantadas de vinha sobre a lava da caldeira vendem-se já muito acima do preço da terra agrícola convencional.
As velhas casas de fachada de sobrado que rodeiam a praça atraem cada vez mais interesse estrangeiro.
A memória da erupção de 2014-15 continua a marcar o mercado: as casas mais próximas do vulcão custam menos, mas são mais difíceis e caras de segurar.
O aumento de visitantes ao Pico do Fogo e a procura agrícola sazonal esbarram numa oferta de arrendamento quase inexistente.