Sexta-feira 28 de Agosto de 2026 Macaronesia

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Fogo

As seguradoras encarecem as apólices de habitação no Fogo devido ao risco do Pico do Fogo

Euroinmobiliaria® · · 2 min de leitura

As seguradoras encarecem as apólices de habitação no Fogo devido ao risco do Pico do Fogo
Foto: Cayambe / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Um vulcão ativo no preço de cada escritura

A erupção de 2014-2015 desconta entre 15% e 25% no preço das casas mais expostas.

Casas mais baratas, mas difíceis de segurar

Várias companhias deixaram de emitir novas apólices junto ao edifício vulcânico ativo.

Chã das Caldeiras, a zona mais assinalada

A população da caldeira recuperou apesar da incerteza.

Um mercado que aprende a conviver com o risco

Sem um mapa de risco vinculativo, compradores e vendedores negoceiam caso a caso.

A memória ainda recente da erupção

A erupção do Pico do Fogo de 2014 e 2015 soterrou casas e culturas inteiras em Chã das Caldeiras, um episódio que continua muito presente na memória coletiva da ilha. Esse antecedente explica por que razão as seguradoras aplicam critérios mais rigorosos a qualquer imóvel situado nas zonas de maior exposição ao edifício vulcânico. Para muitos moradores, a experiência de já ter perdido a casa uma vez condiciona hoje qualquer decisão sobre onde reconstruir.

Companhias que se retiram do risco vulcânico

Várias seguradoras que operam em Cabo Verde optaram simplesmente por deixar de subscrever novas apólices nas zonas mais próximas do vulcão, remetendo os clientes para as poucas companhias que ainda aceitam assumir esse risco. Esta retirada progressiva reduz a concorrência disponível e encarece ainda mais os prémios para quem consegue contratar cobertura. Corretores de seguros locais avisam que a tendência pode acentuar-se caso ocorra nova atividade eruptiva.

Chã das Caldeiras, entre o risco e o enraizamento

Apesar de ter sido evacuada e parcialmente destruída durante a última erupção, a população de Chã das Caldeiras voltou a crescer nos anos seguintes, sustentada pelo cultivo da vinha vulcânica e por um turismo de natureza em crescimento. Muitas famílias reconstruíram as suas casas no mesmo local, apesar dos avisos sobre o risco. Este enraizamento, segundo técnicos ouvidos, é compreensível dada a ligação histórica e económica da comunidade àquele território concreto.

A falta de um mapa de risco vinculativo

A ausência de uma cartografia oficial de risco vulcânico com caráter vinculativo obriga compradores, vendedores e seguradoras a negociar cada operação individualmente, sem critérios homogéneos de referência. Especialistas em gestão de riscos consideram que um mapa oficial atualizado facilitaria tanto a avaliação dos imóveis como a contratação de seguros. Enquanto esse instrumento não existir, o mercado do Fogo continuará a funcionar com um elevado grau de incerteza técnica.