La Oliva e Pájara têm a habitação nova mais cara de Fuerteventura
A habitação nova em Fuerteventura tem dois picos bem definidos. La Oliva (Corralejo) e Pájara (Morro Jable e Jandía) continuam a ser em setembro de 2026 os municípios mais caros da ilha para comprar casa a estrear. Em La Oliva, os portais imobiliários anunciam a construção nova a 3.419 euros por metro quadrado: um apartamento de 80 metros ronda os 273.000 euros antes de impostos e despesas.
Dois municípios, duas velocidades
Em Puerto del Rosario, a capital, a construção nova é anunciada abaixo dos 2.200 euros por metro, e em Tuineje ronda os 2.500. O mesmo apartamento de 80 metros custa na capital cerca de 100.000 euros menos do que em Corralejo. Não é por acaso: no norte e no sul, os residentes competem com compradores de segunda habitação e clientes estrangeiros; no centro compra sobretudo quem lá vive e trabalha.
Porque é que Corralejo e Jandía puxam os preços
Corralejo, Costa Calma e Morro Jable reúnem o que um comprador europeu procura: praia, bom clima todo o ano e uma comunidade instalada de alemães, italianos, franceses e britânicos. Muitos compram para passar temporadas; outros querem uma casa que renda como alojamento local, isto é, arrendada à noite a turistas, que rende mais do que um arrendamento de longa duração.
O que significa para uma família da ilha
Para um agregado com rendimentos médios, comprar construção nova em La Oliva ou Pájara está quase fora de alcance. Arrendar também não é fácil: no sul, um apartamento de dois quartos anda entre 800 e 900 euros por mês, e a entrada, com caução e garantias, aproxima-se dos 3.000 euros. Por isso, muitos trabalhadores de hotéis, profissionais de saúde e professores vivem em Gran Tarajal, Antigua ou na capital e percorrem todos os dias entre 60 e 80 quilómetros. Há candidatos que recusam um emprego no sul porque não encontram onde dormir.
Que opções restam
A saída mais realista passa pelo centro e pelo interior: Puerto del Rosario, Antigua, Tuineje ou Betancuria oferecem preços mais contidos em troca de deslocações diárias. A outra via é a habitação protegida, com preço limitado para rendimentos baixos e médios. O plano regional de habitação prevê perto de 300 fogos protegidos em Fuerteventura mas, segundo a imprensa local, nenhum em Pájara, Tuineje ou Antigua. Convém acompanhar se o Cabildo e o Governo das Canárias corrigem essa distribuição e se as câmaras municipais turísticas impõem limites ao alojamento local. Entretanto, a regra é simples: quanto mais longe da praia e dos grandes hotéis, mais metros pelo mesmo dinheiro.



