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Açores lançam concurso de 24 moradias em Fenais da Luz por 5,1 milhões

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Açores lançam concurso de 24 moradias em Fenais da Luz por 5,1 milhões
Iglesia de los Aflitos en Fenais da Luz, en el municipio de Ponta Delgada (São Miguel, Azores). Foto: José Luís Ávila Silveira/Pedro Noronha e Costa / Wikimedia Commons (dominio público)

O Governo Regional dos Açores lançou concurso público para a construção de 24 moradias unifamiliares em Fenais da Luz, no lugar das Candeias, concelho de Ponta Delgada. O preço base é de 5,1 milhões de euros e as empresas de construção têm até 22 de outubro de 2026 para apresentar propostas. O anúncio foi publicado a 8 de setembro.

O que vai ser construído

Serão 18 moradias T3 e seis T4, claramente pensadas para famílias. O prazo de execução é de 720 dias, cerca de dois anos. Em 2024 já foi lançada a infraestruturação do loteamento, por cerca de 935 mil euros. Fenais da Luz é uma freguesia da costa norte de São Miguel, com menos de 2.000 habitantes e a cerca de 14 quilómetros da cidade.

O plano de habitação por trás

A empreitada insere-se na estratégia regional de habitação pública. Com o PRR, o fundo europeu de recuperação pós-pandemia, os Açores mobilizaram cerca de 65 milhões de euros para 767 respostas habitacionais. O Governo não detalhou como será paga esta obra e, como o calendário do PRR se esgota este ano, o mais provável é que dependa de verbas regionais.

A fórmula principal é o arrendamento com opção de compra: a família entra como inquilina e, passado um ano, pode comprar a casa com as rendas já pagas descontadas ao preço. Nas habitações entregues este verão na Maia, na Ribeira Grande, os T2 ficaram entre 394 e 462 euros por mês e os T3 em cerca de 490 euros.

O que significa para uma família jovem

Para um casal de Ponta Delgada que paga uma renda elevada e não consegue juntar a entrada para um crédito à habitação, estas moradias são uma via real de acesso à propriedade. Em troca, é preciso aceitar viver fora da cidade e passar por um concurso público com limites de rendimento e grelha de pontuação.

Prazos realistas e o que vigiar

Ninguém deve fazer planos para 2027. Adjudicar e assinar o contrato costuma demorar meses; se as obras arrancarem em 2027, os dois anos de prazo apontam para entregas em 2029. Quem quiser candidatar-se deve acompanhar os concursos de atribuição da Direção Regional da Habitação, verificar os limites de rendimento, revistos todos os anos, e manter em dia a documentação de rendimentos e residência. A experiência da Maia e de Vila Franca do Campo mostra que as casas são atribuídas depressa e que há muito mais famílias do que chaves.