São Domingos resiste à pressão urbanística enquanto o preço da terra agrícola dispara
O município rural vê o preço das suas terras de cultivo subir com força à medida que cresce o interesse por parcelas junto à estrada Praia-Assomada.
Sábado 29 de Agosto de 2026 · Macaronesia
O município rural vê o preço das suas terras de cultivo subir com força à medida que cresce o interesse por parcelas junto à estrada Praia-Assomada.
Os apartamentos em redor da Praça Nova e da Rua de Lisboa encareceram fortemente, impulsionados pelo turismo ligado à morna e a Cesária Évora.
O preço dos terrenos e dos apartamentos novos afastou boa parte da população jovem da compra de casa.
O boom da construção hoteleira atrai trabalhadores de outras ilhas e do Senegal e da Guiné-Bissau, mas a habitação para eles é praticamente inexistente.
O pequeno núcleo piscatório é uma das poucas zonas da Brava onde ainda se registam transações com vista para o mar.
A escassez de habitação e as exigências dos bancos deixam boa parte da população jovem sem outra opção senão continuar com os pais ou emigrar.
Nos núcleos rurais do interior, o terreno destina-se maioritariamente à pastorícia, limitando a expansão da habitação.
Complexos inteiros de segunda habitação registam uma ocupação mínima durante boa parte do ano.
O aumento de visitantes ao Pico do Fogo e a procura agrícola sazonal esbarram numa oferta de arrendamento quase inexistente.
A dependência de uma única linha marítima, suspensa com frequência pela ondulação, dispara os custos e os prazos de qualquer obra.
A condição de zona protegida de Monte Verde reduz o solo apto para novos empreendimentos na ilha.
O núcleo costeiro e piscatório começa a sentir o interesse de compradores estrangeiros pelas casas próximas do porto e da praia.