Os jovens de Espargos, entalados entre salários do turismo e preços de habitação em alta
Trabalhadores do setor hoteleiro residentes em Espargos denunciam que os salários não acompanham a subida do preço da habitação.
Sexta-feira 28 de Agosto de 2026 · Macaronesia
Trabalhadores do setor hoteleiro residentes em Espargos denunciam que os salários não acompanham a subida do preço da habitação.
A falta de solo urbanizável e a subida do preço do metro quadrado empurram os jovens da capital do Fogo para a casa dos pais ou para a emigração.
Descendentes de segunda e terceira geração mostram um interesse crescente, ainda que minoritário, em restaurar a casa dos seus antepassados.
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Uma década depois de o Pico do Fogo ter arrasado a caldeira, dezenas de famílias voltaram a erguer as suas casas sobre o mesmo terreno vulcânico.
A chegada crescente de caminhantes europeus aos trilhos de Santo Antão multiplicou a oferta de alojamento turístico em Ribeira Grande e Ponta do Sol.
O mercado de Assomada combina a compra e venda de lotes urbanos junto ao mercado com a de terrenos agrícolas em redor.
A falta de infraestruturas de transporte de grande capacidade obriga a que quase todo o material chegue por ferry ou pelo pequeno aeródromo.
Empregados de mesa, rececionistas e pessoal de limpeza denunciam que já não conseguem aceder a casa própria em Sal Rei.
A proteção das dunas móveis e das praias de nidificação limita a expansão de novos projetos em amplas zonas da ilha.
O boom de novos empreendimentos hoteleiros contrasta com a falta de habitação acessível para operários e pessoal hoteleiro.
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