Sete Cidades trava a construção nova para proteger a paisagem da sua caldeira vulcânica
Viver dentro de uma paisagem protegida
Grande parte do território das Sete Cidades está abrangida por figuras de proteção ambiental que limitam a construção.
Poucas casas disponíveis, muita procura
As poucas casas que chegam ao mercado despertam um interesse muito superior ao que a dimensão da freguesia faria esperar.
Reabilitar, sim; construir, quase nunca
A maioria dos projetos autorizados é de reabilitação e não de construção nova.
O equilíbrio entre conservação e vida local
O caso ilustra a tensão entre conservar a paisagem e o direito dos moradores a ampliar a sua casa.
Uma caldeira vulcânica classificada como paisagem protegida
O maciço das Sete Cidades, com as suas lagoas gémeas de tons azul e verde, é uma das imagens mais reconhecíveis do arquipélago açoriano e alvo de várias figuras de proteção ambiental e paisagística. Estas figuras limitam de forma severa qualquer construção nova dentro da caldeira, com o objetivo declarado de preservar tanto o valor ecológico do território como o atrativo turístico que representa para a ilha.
Viver num destino turístico de primeira ordem
Os moradores da freguesia convivem diariamente com o fluxo constante de visitantes que chegam para contemplar o miradouro da Vista do Rei ou para percorrer os trilhos que contornam as lagoas, uma convivência que nem sempre é fácil num núcleo de pequena dimensão. Ainda assim, muitos residentes valorizam que o turismo mantenha alguma atividade económica numa zona que, sem esse atrativo, sofreria provavelmente um declínio demográfico semelhante ao de outras freguesias rurais da ilha.
Reabilitar como única via de crescimento
Com a construção nova praticamente afastada, os projetos que conseguem autorização concentram-se quase sempre na reabilitação de casas já existentes, respeitando a volumetria e os materiais tradicionais da arquitetura rural açoriana. Arquitetos que trabalham na zona referem que este tipo de intervenção, ainda que mais dispendioso, é o que acaba por obter com maior facilidade o aval das autoridades ambientais.
Um debate que ultrapassa as Sete Cidades
O equilíbrio entre a conservação da paisagem e o direito dos moradores a melhorar a sua casa repete-se noutros espaços naturais protegidos do arquipélago, como várias zonas do Pico classificadas como património da humanidade. O Governo Regional insiste em que a proteção da paisagem é, a prazo, aquilo que sustenta o próprio valor turístico e imobiliário destas zonas.



