San Bartolomé de Tirajana aperta o controlo sobre as casas de alojamento turístico ilegais em Playa del Inglés
A Câmara Municipal de San Bartolomé de Tirajana reforçou nas últimas semanas a fiscalização das casas anunciadas como alojamento turístico em Playa del Inglés e no bairro residencial de San Fernando, depois de os serviços municipais terem detetado, segundo fontes municipais, várias centenas de anúncios ativos em plataformas digitais sem a obrigatória licença de alojamento local.
Um boom de anúncios sem controlo
A proliferação de apartamentos turísticos não regulamentados concentra-se, segundo os técnicos consultados, nos edifícios de uso misto de San Fernando, onde convivem moradores com contrato de arrendamento de longa duração e apartamentos que mudam de ocupante de poucos em poucos dias. Os portais imobiliários calculam que a rentabilidade do arrendamento por noites durante a época alta pode chegar a triplicar a de um arrendamento residencial tradicional, o que disparou o atrativo desta fórmula entre os pequenos proprietários.
Moradores que pedem mão mais firme
Associações de moradores de San Fernando exigem há meses ao município que sancione com maior celeridade os apartamentos detetados sem licença, denunciando problemas de convivência, ruído e rotatividade constante de turistas em prédios pensados originalmente para uso residencial. A própria Câmara admite que o regulamento turístico municipal, aprovado há anos, necessita de uma revisão para se adaptar ao crescimento do arrendamento de curta duração gerido através de aplicações móveis.
O impacto sobre o arrendamento residencial
Fontes do setor imobiliário coincidem em que a conversão de apartamentos de longa duração em alojamento turístico reduziu de forma notável a bolsa de habitação disponível para arrendamento tradicional na zona turística do concelho, o que pressionou em alta as rendas pagas pelos trabalhadores do setor dos serviços que procuram viver perto do seu local de trabalho.
Próximos passos do município
O executivo municipal estuda endurecer o regime sancionatório e articular-se com o Governo das Canárias para cruzar os dados das plataformas de alojamento local com o registo de casas turísticas legalizadas, em linha com as exigências que outras câmaras costeiras do arquipélago vêm colocando há meses.



