O Cabildo de La Palma estuda declarar zonas de mercado residencial tensionado na ilha
Uma ferramenta estatal que chega também às ilhas menores
A Lei do Direito à Habitação permite às administrações declarar zonas de mercado residencial tensionado nos municípios onde o esforço das famílias para pagar a casa ultrapassa determinados limiares. Fontes do próprio Cabildo de La Palma confirmam que a instituição insular, juntamente com o Governo das Canárias, está a analisar se alguns municípios da ilha já cumprem esses requisitos.
Santa Cruz de La Palma e Los Llanos, os principais candidatos
Segundo os dados manejados pelos portais imobiliários, tanto a capital, Santa Cruz de La Palma, como Los Llanos de Aridane apresentam os indicadores de tensão mais claros: escassa oferta de arrendamento, subidas de preço sustentadas e uma percentagem crescente de agregados que destina mais de um terço dos seus rendimentos à habitação.
O que mudaria para proprietários e inquilinos
Caso a declaração seja aprovada, os contratos de arrendamento nas zonas abrangidas ficariam sujeitos a limites de preço associados a um índice de referência, e os grandes proprietários teriam obrigações adicionais de informação e de oferta. Fontes do setor imobiliário palmero mostram-se divididas perante a medida.
Um processo que levará meses
O próprio Cabildo reconhece que a declaração de zona tensionada exige um diagnóstico técnico detalhado, rua a rua, que ainda está em fase de elaboração, pelo que não se espera qualquer decisão definitiva antes de vários meses.
Como o fizeram outros municípios canários
A fórmula da zona tensionada já se aplica em alguns municípios da Península, e o Governo das Canárias acompanha de perto esses primeiros resultados antes de a estender ao arquipélago. Fontes regionais indicam que La Palma poderá tornar-se a primeira ilha não capitalina a solicitar a declaração.
As reservas do setor imobiliário insular
Associações de agentes imobiliários da ilha transmitiram ao Cabildo o seu receio de que a limitação de preços reduza ainda mais a escassa oferta de arrendamento disponível. A instituição insular insiste em que a decisão final assentará em dados objetivos e num processo de diálogo com o setor.



