Sexta-feira 28 de Agosto de 2026 Macaronesia

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Lanzarote

Yaiza esgota o solo urbanizável em Playa Blanca e esbarra nos limites que o Cabildo impõe à nova construção

Euroinmobiliaria® · · 1 min de leitura

Yaiza esgota o solo urbanizável em Playa Blanca e esbarra nos limites que o Cabildo impõe à nova construção
Foto: Frank Vincentz / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Playa Blanca, o núcleo mais povoado do município de Yaiza, vive uma contradição cada vez mais visível: a procura de habitação não para de crescer, mas o solo disponível para construir está a esgotar-se. Segundo fontes do setor imobiliário, boa parte das promoções hoje comercializadas na zona corresponde aos últimos desenvolvimentos por executar de planos de pormenor aprovados há mais de uma década, e praticamente não resta solo urbanizável novo por classificar.

O Plano Insular marca o limite

O Plano Insular de Ordenamento do Território de Lanzarote, gerido pelo Cabildo de Lanzarote, estabelece limites de crescimento urbanístico e de camas turísticas que Yaiza já tem praticamente esgotados na sua faixa costeira. Técnicos consultados explicam que qualquer ampliação significativa de solo em Playa Blanca exigiria uma revisão desse planeamento insular, um processo que em Lanzarote se tem revelado lento e muito sujeito a recursos e impugnações.

Promotores e Câmara pedem margem

O setor promotor reclama uma flexibilização das normas para permitir substituir camas turísticas obsoletas por habitação residencial, uma fórmula que já foi ensaiada noutros pontos das Canárias. Fontes municipais de Yaiza reconhecem que a Câmara vê com bons olhos essa via, por permitir gerar habitação sem necessidade de classificar novo solo virgem, algo especialmente sensível num município com um litoral de grande valor paisagístico.

Preços em alta enquanto se decide o futuro do solo

Enquanto o debate normativo não se resolve, os preços da habitação nova em Playa Blanca continuam a subir, segundo os portais imobiliários, empurrados por uma procura que combina compradores estrangeiros, investidores e residentes que trabalham no setor turístico do sul da ilha. O resultado é uma tensão crescente entre a necessidade de conter o crescimento urbanístico e a de oferecer habitação acessível a quem já vive e trabalha na zona.