Sexta-feira 28 de Agosto de 2026 Macaronesia

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Sao Miguel

Vila Franca do Campo impulsiona a reabilitação das suas casas tradicionais contra o abandono

Euroinmobiliaria® · · 2 min de leitura

Vila Franca do Campo impulsiona a reabilitação das suas casas tradicionais contra o abandono
Foto: Kritzolina / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Casas centenárias que voltam a ter vida

O casario tradicional sofreu com o abandono, sobretudo nas casas herdadas de emigrantes na América do Norte.

Da garagem fechada à casa de alojamento local

Uma casa recuperada perto do Largo de Bento de Goês pode ser arrendada a bom preço a turistas.

O desafio de manter a arquitetura original

Movimentos de moradores pedem que os apoios à reabilitação preservem o caráter tradicional.

Um impulso que também beneficia quem cá vive

Famílias jovens do concelho também recuperam casas herdadas para nelas se instalarem.

Um património marcado pela emigração para a América do Norte

Boa parte das casas centenárias de Vila Franca do Campo pertence a famílias que emigraram para os Estados Unidos e o Canadá ao longo do século passado, deixando os imóveis fechados durante longos períodos. O abandono progressivo destas casas explica-se tanto pela distância como pelo elevado custo de as manter habitáveis a partir do estrangeiro. Só nos últimos anos uma parte significativa destas famílias decidiu investir na sua recuperação.

O Largo de Bento de Goês como referência

A zona do Largo de Bento de Goês concentra algumas das reabilitações mais visíveis do concelho, com fachadas restauradas que combinam uso turístico e residencial. Os comerciantes da zona destacam que a recuperação destas casas ajudou a dinamizar o próprio centro histórico. A combinação de património arquitetónico e atividade turística faz desta zona um modelo que outros bairros do concelho tentam replicar.

Comparação com Ponta Delgada

Face ao ritmo mais acelerado e por vezes menos cuidadoso de reabilitação que se observa na capital de São Miguel, Vila Franca do Campo mantém processos mais pausados, em parte pelo menor volume de investimento disponível. Os técnicos municipais consideram que essa lentidão, embora limite o número de intervenções, permite um maior controlo sobre o resultado final de cada reabilitação.

O debate sobre os apoios públicos

Os movimentos de moradores insistem em que qualquer linha de apoios à reabilitação deveria ficar condicionada ao respeito pelos elementos arquitetónicos originais, como a cantaria, as varandas ou as coberturas tradicionais. Alguns proprietários, porém, reclamam maior flexibilidade para adaptar os imóveis a usos turísticos modernos. O equilíbrio entre as duas posições ocupa boa parte da discussão em torno da política municipal de reabilitação.