A retoma da atividade aérea nas Lajes reativa a procura de habitação na Praia da Vitória
Do aeroporto militar ao aeroporto civil
O Aeroporto das Lajes ganhou peso como aeroporto civil de referência para a ilha.
Mais trabalhadores, mais procura de habitação próxima
O pessoal aeroportuário prefere viver perto das instalações devido aos turnos de madrugada.
A herança da antiga base militar
Casas construídas para o pessoal da base voltam a estar na mira dos compradores.
Um equilíbrio entre oportunidade e pressão sobre os preços
A revitalização económica encarece a habitação na envolvente do aeroporto.
Uma base com quase um século de história
O Aeroporto das Lajes ocupa terrenos da antiga base aérea conjunta luso-norte-americana, ativa desde a década de 1940 e determinante para a economia da Terceira durante gerações. Os moradores mais velhos recordam como o emprego ligado à base sustentou bairros inteiros da Praia da Vitória em décadas passadas. A atual transição para uma utilização civil mais intensa é vista localmente como uma segunda vida para umas instalações que muitos davam por amortizadas.
Um contraste com Ponta Delgada
Ao contrário de São Miguel, onde o aeroporto de Ponta Delgada concentra há anos um tráfego muito superior e pressionou com força o mercado residencial, a Terceira parte de uma base de preços ainda moderada. Mediadores imobiliários locais consideram que esta diferença oferece alguma margem antes de a pressão atingir níveis comparáveis aos da ilha mais populosa do arquipélago. Ainda assim, reconhecem que o ritmo de subida recente na Praia da Vitória já iguala o registado noutros núcleos açorianos em fases semelhantes de expansão aeroportuária.
A câmara acompanha a habitação do pessoal técnico
A Câmara Municipal da Praia da Vitória começou a estudar fórmulas para garantir alojamento acessível ao pessoal técnico e de manutenção ligado à atividade aeroportuária. Representantes municipais apontam a cedência de solo público como via possível, seguindo o modelo já ensaiado noutros concelhos açorianos. A medida procura evitar que a escalada de preços afaste da envolvente do aeroporto os próprios trabalhadores que sustentam o seu funcionamento diário.
Confiança empresarial na diversificação de rotas
Empresários do setor do turismo e dos serviços confiam em que a consolidação de novas rotas comerciais, para lá do tráfego militar e de escala, firme de forma duradoura a recuperação económica da região. Consideram que uma oferta aérea mais estável atrairia tanto visitantes como novos residentes ligados à aviação civil. Esse cenário, porém, mantém apreensivos os que já avisam de que a habitação poderá encarecer ainda mais se a procura continuar a crescer ao ritmo atual.



