Porto Moniz e Calheta, o refúgio de preços acessíveis perante a pressão imobiliária do Funchal
O outro extremo do mercado imobiliário madeirense
Porto Moniz e Calheta oferecem um mercado imobiliário bastante mais acessível do que o Funchal.
Piscinas naturais e paisagem vulcânica como atrativo
No Porto Moniz a atividade continua ligada ao turismo de proximidade e à segunda habitação.
Calheta, entre marina, praia artificial e novos empreendimentos
Surgiram empreendimentos residenciais orientados para compradores nacionais e estrangeiros.
Um contraste que atrai quem foge da capital
Compradores que puseram o Funchal de parte pelo preço valorizam a tranquilidade do oeste rural.
Um litoral rural que ainda compete no preço
As câmaras municipais do Porto Moniz e da Calheta destacam o contraste com o Funchal como principal argumento para atrair investimento. O preço médio do metro quadrado no oeste mantém-se muito abaixo do da capital, apesar das subidas recentes. As agências imobiliárias locais garantem receber cada vez mais pedidos de informação de compradores que antes só olhavam para a capital.
Segunda habitação e turismo de proximidade no Porto Moniz
As piscinas naturais de lava vulcânica continuam a ser o principal atrativo turístico do município. Muitas casas destinam-se ao arrendamento de férias de fim de semana para visitantes do Funchal. Os moradores permanentes assinalam que esta procura sazonal começa a notar-se também nos preços de venda das casas tradicionais.
Calheta, entre novos empreendimentos e pressão crescente
A marina e a praia artificial da Calheta impulsionaram a construção de empreendimentos residenciais de gama média e alta na última década. Os compradores nacionais procuram segunda habitação, enquanto investidores estrangeiros, sobretudo britânicos e alemães, adquirem apartamentos para alojamento local. A câmara municipal defende que o crescimento foi mais bem ordenado do que noutras zonas costeiras da ilha.
Os que chegam a fugir do preço do Funchal
Várias famílias jovens que trabalham na capital optaram por comprar no oeste e assumir uma deslocação diária mais longa. Valorizam sobretudo poder aceder a uma casa com terreno, algo quase impossível no Funchal com o mesmo orçamento. Os mediadores imobiliários alertam para o facto de este movimento poder acelerar a subida de preços nos próximos anos, se continuar ao mesmo ritmo.



