Marinheiros que atravessaram o Atlântico e decidiram ficar: a marca imobiliária dos estrangeiros chegados por mar à Horta
Da escala técnica à compra de casa
Todos os anos se fecha um punhado de negócios protagonizados por navegadores estrangeiros.
Um perfil de comprador muito definido
Europeus do norte de meia-idade à procura de um porto de abrigo permanente.
Preços nos bairros junto ao porto
O preço por metro quadrado situa-se acima da média do resto do concelho.
Um fenómeno que a cidade assume como seu
As imobiliárias da Horta já integram este perfil na captação de clientes internacionais.
Uma marina com séculos de tradição atlântica
A marina da Horta é paragem obrigatória para boa parte dos veleiros que atravessam o Atlântico entre as Caraíbas e a Europa, uma tradição que remonta aos primeiros cruzeiros oceânicos do século XX e que transformou o cais numa espécie de livro de assinaturas pintado por gerações de navegadores. Essa passagem constante expõe a cidade, época após época, a um público internacional que noutros portos dificilmente teria ocasião de a conhecer.
Um comprador que procura base permanente, não segunda casa
Ao contrário de outros compradores estrangeiros que procuram uma casa de férias, o perfil que se instala na Horta depois de fazer escala pondera normalmente uma residência permanente ou semipermanente, muitas vezes ligada ao próprio gosto pela náutica. Trata-se sobretudo de europeus do norte de meia-idade, muitos deles reformados ou prestes a reformar-se, que valorizam a tranquilidade da cidade e a sua infra-estrutura marítima.
A Horta, comparada com outros portos de escala atlântica
O fenómeno faz lembrar o que sucede noutros pontos de referência da navegação oceânica, embora poucos conjuguem a escala técnica com um mercado imobiliário tão acessível como o do Faial em comparação com destinos semelhantes das Caraíbas ou das Canárias. Esta combinação de preço e ambiente marítimo explica boa parte do apelo da cidade junto deste perfil concreto de comprador.
As imobiliárias locais já desenham a oferta a pensar neste cliente
Várias agências da cidade começaram a incluir nos seus catálogos em inglês e alemão casas junto ao porto apresentadas especificamente para navegadores, realçando a proximidade da marina e dos serviços náuticos. Esta abordagem comercial, inexistente há uma década, mostra até que ponto o perfil do marinheiro transformado em residente se tornou comum no negócio imobiliário local.



