Baía das Gatas, entre o festival e a febre da segunda habitação
Uma povoação costeira com vocação de festival
A procura de casa concentra-se quase exclusivamente à volta do festival e do verão.
Preços que disparam na época alta
O arrendamento semanal durante o festival pode ultrapassar os 90.000 CVE.
Investimento da diáspora e de residentes no Mindelo
As casas pertencem sobretudo a famílias do Mindelo ou a emigrantes que as arrendam no festival.
Uma pressão que preocupa os moradores permanentes
A vocação sazonal dificulta a manutenção dos serviços básicos durante todo o ano.
Um festival que concentra a procura em poucos dias
O festival da Baía das Gatas, realizado em torno da lua cheia de agosto, atrai milhares de visitantes em apenas um fim de semana. Essa concentração temporal explica que as casas da povoação quase não tenham uso no resto do ano. Comerciantes locais reconhecem que boa parte da sua atividade económica anual depende desses poucos dias.
Rendas que disparam na época alta
O arrendamento semanal durante o festival pode ultrapassar os 90.000 CVE, um valor muito afastado do preço habitual no resto do ano. As reservas fecham-se com meses de antecedência, sobretudo para as casas mais próximas da praia. Alguns proprietários já só arrendam nessas datas e mantêm a casa fechada durante o resto do tempo.
Proprietários do Mindelo e da diáspora
A maioria das casas da Baía das Gatas pertence a famílias residentes no Mindelo ou a emigrantes que as mantêm como investimento e como lugar de regresso nas férias. Muitas destas famílias só ocupam a casa durante o festival e algumas semanas de verão. No resto do ano, a gestão do arrendamento fica a cargo de agentes locais de confiança.
Moradores permanentes, preocupados com os serviços básicos
Os poucos residentes permanentes do núcleo denunciam que o abastecimento de água e a recolha de lixo não estão pensados para a afluência do festival. Pedem à câmara municipal de São Vicente um plano específico que ajuste os serviços consoante a época. A vocação sazonal da povoação, dizem, não deveria significar um abandono no resto do ano.



