Sabinosa, a aldeia mais ocidental das Canárias, procura travar o abandono das suas casas centenárias
A aldeia mais ocidental de Espanha
Sabinosa, em La Frontera, é o núcleo habitado mais ocidental de Espanha, junto ao Pozo de la Salud.
Tradição vinícola e enraizamento familiar
O modelo de propriedade partilhada entre herdeiros dificulta a colocação das casas no mercado.
Casas fechadas a maior parte do ano
Muitas habitações permanecem fechadas nas mãos de descendentes emigrados.
Um património que começa a ser valorizado
Há um interesse crescente pela habitação tradicional, associado ao turismo termal.
O desafio de manter a vida da comunidade
Os moradores pedem medidas que facilitem aos jovens da aldeia fixar-se de forma permanente.
Um lugar singular junto ao Pozo de la Salud
Sabinosa deve boa parte da sua notoriedade à proximidade do Pozo de la Salud, umas termas de águas medicinais que atraem visitantes de todas as Canárias. Esta combinação de património termal e casario histórico distingue-a tanto de Valverde como do resto de La Frontera. A aldeia conserva um traçado urbano praticamente intacto há mais de um século.
Um casario repartido por muitos herdeiros
O modelo de propriedade partilhada, habitual no mundo rural canário, complica qualquer tentativa de colocar no mercado as casas tradicionais da aldeia. Não é raro que uma mesma casa tenha meia dúzia de proprietários espalhados por diferentes municípios ou fora do arquipélago. Chegar a um acordo unânime sobre a venda ou a reabilitação pode demorar anos.
O interesse turístico esbarra na falta de oferta
O crescente interesse pelo turismo termal e rural despertou o apetite dos investidores pelas casas mais bem conservadas de Sabinosa. A escassez de imóveis realmente disponíveis limita, porém, o número de negócios que chegam a concretizar-se. O resultado é um mercado mais teórico do que real, condicionado por casas que raramente mudam de mãos.
Moradores pedem facilidades para a renovação geracional
Os poucos moradores que residem todo o ano exigem à Câmara Municipal de La Frontera medidas que facilitem aos jovens fixar-se na aldeia. Sem renovação geracional, avisam, o núcleo corre o risco de se transformar num cenário turístico vazio. A autarquia reconhece a dificuldade de intervir num problema que tem origem na propriedade privada.



