Os jovens de San Sebastián de La Gomera desistem de sair de casa por falta de habitação acessível
A capital da ilha, também cara para os seus próprios habitantes
San Sebastián concentra serviços públicos e emprego, atraindo jovens de outros concelhos.
Rendas que não descem apesar da falta de compradores
Grande parte do casario do centro histórico pertence a famílias que não o colocam no mercado.
Emancipação tardia e êxodo para Tenerife
Os jovens gomeros que estudam fora nem sempre regressam por falta de habitação acessível.
Apoios insuficientes perante um problema estrutural
Os apoios ao arrendamento jovem esbarram na falta de habitação disponível que cumpra os requisitos.
Uma capital que concentra emprego e serviços
San Sebastián acolhe a sede insular, o hospital de referência e boa parte do emprego administrativo, o que atrai jovens de outros concelhos. Esta oferta laboral não é acompanhada de habitação suficiente para absorver a procura. Procurar casa na capital tornou-se um processo longo e desanimador.
O casario histórico, fora do arrendamento
Boa parte das casas do centro histórico pertence a famílias que as mantêm fechadas, sem intenção de as arrendar nem de as vender. Isto reduz de forma artificial a oferta disponível, apesar da baixa pressão demográfica da ilha. Convencer estes proprietários a colocar os seus imóveis no mercado é quase impossível.
Tenerife, o destino de quem não encontra lugar
Boa parte dos jovens gomeros que estudam em Tenerife não regressa ao terminar o curso, em parte por falta de habitação acessível. Este êxodo preocupa as câmaras municipais, que veem a sua população mais jovem fixar-se fora da ilha. Alguns coletivos reclamam incentivos específicos para favorecer o regresso.
Apoios que não encontram habitação a que se aplicar
Os apoios ao arrendamento jovem exigem que a habitação cumpra requisitos de habitabilidade e esteja declarada no mercado de arrendamento. Em La Gomera, a escassez de imóveis que cumprem estes requisitos deixa muitos candidatos com o apoio concedido, mas sem casa. Técnicos municipais reconhecem que o problema não é o dinheiro, mas sim a falta de oferta real.



