A escassez de habitação para trabalhadores do mergulho e da restauração aperta Santa Maria em época alta
Um boom turístico que não vem acompanhado de habitação
O crescimento do mergulho e da praia dispara a contratação de pessoal sazonal.
Quartos que competem com o alojamento turístico
O arrendamento mensal para trabalhadores subiu mais de 25% nos últimos verões.
Empresas que improvisam soluções de alojamento
Centros de mergulho arrendam casas inteiras para vários funcionários em simultâneo.
Um estrangulamento ao crescimento turístico
A falta de habitação pode travar o crescimento do turismo de natureza e de mergulho.
Praia Formosa e Almagreira, epicentro da época alta
A combinação de praias de areia junto à costa e de águas propícias ao mergulho transformou a Praia Formosa e Almagreira nos focos de maior atividade turística de Santa Maria durante os meses de verão. Esta concentração de negócios de mergulho, restauração e alojamento local dispara a contratação de pessoal sazonal muito acima daquilo que a oferta de habitação local consegue absorver.
Contratos de trabalho que não incluem alojamento
Boa parte dos funcionários contratados para a época chega de outras ilhas ou do continente e depende do arrendamento privado para se instalar, em concorrência direta com o alojamento turístico de curta duração, bem mais rentável para os proprietários. Esta disputa explica em parte que o arrendamento mensal disponível para trabalhadores tenha subido mais de 25% nos últimos verões, segundo fontes do setor.
Uma tensão que se repete noutras ilhas turísticas
O conflito entre habitação residencial e alojamento turístico sazonal não é exclusivo de Santa Maria: São Miguel e o Faial enfrentam tensões semelhantes nas suas zonas de maior afluência. A diferença em Santa Maria está na escala reduzida da ilha, que faz com que qualquer desequilíbrio entre oferta e procura se note de imediato no dia a dia dos negócios locais.
Empresários pedem uma resposta antes da próxima época
Associações de centros de mergulho e de restauração transmitiram à câmara municipal a necessidade de disponibilizar terrenos ou edifícios para alojamento de trabalhadores sazonais, à semelhança de fórmulas já ensaiadas noutras zonas turísticas do país. Avisam que, sem uma solução antes do próximo verão, alguns negócios poderão ver-se obrigados a reduzir a sua atividade por falta de pessoal disponível.



