A Caldeira da Graciosa blinda a sua envolvente e limita a construção residencial
A grande cratera que ocupa o centro da ilha
A Caldeira, que alberga a gruta Furna do Enxofre, concentra atrativo paisagístico e restrições urbanísticas.
Proteção ambiental perante a pressão construtiva
O reconhecimento como geoparque mundial da Unesco limita qualquer nova edificação na sua envolvente.
Efeito indireto sobre as povoações vizinhas
A proximidade da Caldeira acrescenta valor às casas das localidades próximas.
Um equilíbrio delicado
Manter a envolvente da Caldeira livre de construção é uma prioridade partilhada pela câmara municipal e pelo Governo Regional.
Um geoparque mundial que rodeia o coração da ilha
O reconhecimento como geoparque mundial da Unesco, obtido pelo conjunto da ilha Graciosa, inclui como peça central a Caldeira e a sua gruta Furna do Enxofre, um antigo depósito de enxofre convertido em atração turística e motivo acrescido de proteção ambiental. Esta figura junta-se às restrições urbanísticas que já vigoram há décadas na envolvente da cratera.
Santa Cruz da Graciosa concentra a vida residencial da ilha
Como boa parte do interior fica fora das possibilidades de edificação, a quase totalidade da atividade imobiliária da Graciosa concentra-se em Santa Cruz da Graciosa e nos núcleos costeiros próximos, onde a oferta de solo disponível é igualmente limitada pela reduzida dimensão da ilha, uma das mais pequenas do arquipélago açoriano.
Uma situação comparável à de outras paisagens vulcânicas protegidas
O caso da Caldeira faz lembrar o de outros espaços vulcânicos protegidos dos Açores, como a Caldeira do Corvo ou determinadas zonas do Pico, onde o valor paisagístico e geológico prevalece sobre qualquer projeto de edificação. Em todos os casos, a proteção ambiental acaba por condicionar diretamente o mapa de preços da habitação na ilha.
Consenso institucional para manter a envolvente livre de construção
Tanto a câmara municipal de Santa Cruz da Graciosa como o Governo Regional coincidem em que preservar a envolvente da Caldeira sem construção é uma prioridade que se sobrepõe a qualquer pressão imobiliária pontual, dado o peso do geoparque na estratégia turística da ilha a longo prazo. Nenhuma das duas administrações admite, para já, flexibilizar essas restrições.



